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sábado, 18 de fevereiro de 2017

Fotografia

Cliques Iniciais

Apresentamos, aqui, algumas regras de ENQUADRAMENTO e RECORTE de fotografias. Profissionalmente, o enquadramento pode-se apresentar como: planos geral, americano, close e detalhe.
RECORTE DO CORPO
Evite cortar o corpo de uma pessoa nas articulações. Ex: joelho, punho, cotovelo, tornozelo etc, pois isso faz a pessoa parecer amputada, maneta, perneta…  Para fugir a essa desagradável sensação a dica é sempre cortar o corpo entre as articulações, no meio do osso. O importante é nunca ser na articulação. No caso da barriga, corte acima ou abaixo do umbigo, mas nunca exatamente sobre ele.

Veja a foto em que o modelo foi cortado no meio da coxa.

 Nesta foto há um enquadramento mais ousado, em que a modelo foi cortada em diversos locais. Contudo, observe que em nenhum momento fugiu-se a regra. Os cortes foram feitos todos entre as articulações dos membros.

 RECORTE DA CABEÇA
Pode-se cortar a cabeça a vontade, menos a cabeça na altura dos olhos e da boca, desmembrando sua forma. Veja os seguintes exemplos:

Perceba que o corte não prejudica a imagem. Esse corte na cabeça só faz sentido se a pessoa estiver enquadrada em primeiro plano, preenchendo toda a imagem. Note que nesta foto os ombros também foram cortados. Não teria sentido fotografar a pessoa de corpo inteiro só com o topo da cabeça cortada.
 

Nesta foto a modelo foi cortada na altura da testa. Também está enquadrada em primeiro plano.

Um enquadramento bem mais fechado. Perceba que as modelos tiveram seus rostos bastante cortados. Contudo, os olhos e a boca foram preservados.
Um plano detalhe em que o corte da imagem foi bem pensado. O rosto foi cortado no meio do nariz e os braços foram cortados entre as articulações.

 Plano bem fechado. A boca até foi cortada no canto esquerdo, mas isso não compromete a imagem, já que a regra de não cortar a boca se refere a cortá-la horizontalmente na linha de divisão dos lábios.
 

É importante saber, que em regra geral colocar o objeto no centro da fotografia nem sempre é o ideal, e que o uso da regra dos terços proporciona uma melhor estética à imagem.

A regra dos terços é uma ótima ajuda e ao utiliza-la  nunca mais olhará uma fotografia da mesma forma. 




A regra dos terços é muito simples, com duas linhas imaginárias, divida a imagem em três partes iguais tanto na vertical quanto na horizontal. Procure colocar os objetos principais da sua foto em uma dessas linhas ou na intersecção delas, onde são os focos de interesse, como mostra o esquema acima.
Veja o seguinte exemplo.

Quando fazemos um retrato, o foco de interesse está na cabeça. Então, atenção a ela! Monte a composição de modo que a cabeça do retratado esteja sob uma das linhas verticais. Se ela estiver numa intersecção de uma vertical com uma horizontal, melhor ainda. De modo geral, a imagem fica melhor quado o espaço livre da imagem (o fundo) está do lado para o qual a pessoa retratada está olhando.


ELIMINE O QUE É DESNECESSÁRIO

Quando for fazer sua foto destaque o personagem do seu entorno. Isso não significa que ele deve estar necessariamente em primeiro plano, significa apenas que quando olhamos a foto devemos conseguir identificar o personagem com clareza e, quando for o caso, enxergar sua expressão facial, seu gesto ou o que a situação pedir. Exemplo prático: você quer fotografar um malabarista numa multidão. Então deixe claro que o malabarista é o personagem e não deixe que ele se perca entre as pessoas.

Elimine a poluição.

Esta postagem foi publicada à partir da postagem no link: https://fotografiafacil.wordpress.com/tag/enquadramento/ 

quinta-feira, 22 de outubro de 2015

Oficina de Fotografia no MAR

Alunos do Grupo 04, do Ateliê Outras Mídias, acompanhados do professor Lindomar Araujo, participaram de Oficina de Fotografia no MAR - Museu de Arte do Rio.

http://www.museudeartedorio.org.br/pt-br/evento/festival-arte-e-ciencia


Primeira aula da Oficina de Fotografia, no MAR (Museu de Artes do Rio), com o artista Miguel Chikaoka, abordando a "luz", na perspectiva da Ciência e Arte.


Veja imagens da 1ª aula.





Segundo dia do Curso de Fotografia, no MAR, com o artista Miguel Chikaoka. Os alunos terminaram suas caixas “Pin Hole”, mas fotografaram com uma pin hole pequenina feita com recipientes para filme. Depois participaram do processo de revelação das fotos.
Antes de entrarmos para o curso, fizemos um pequeno passeio pela “nova” Praça Mauá, onde os alunos clicaram muitas fotos.
Veja imagens da 2ª aula.



Uma possibilidade de Câmera PinHole,
com caixa de fósforo e filme de rolo.

Último dia da oficina de fotografia, mo MAR, com o artista Miguel Chikaoka, fotografando com "PinHole" na Praça Mauá e revelando.
Imagens da 3ª aula.

sábado, 21 de fevereiro de 2015

Falhas de um Fotógrafo Amador




"Pense antes de fotografar"

(1) 
Enquadramento centralizado no assunto, esquecendo de compor a cena. É o que chamo de “visão de túnel”: na excitação de capturar o momento, a pessoa só enxerga a área central do campo de imagem e esquece o resto, enquadrando cenas bonitas de forma desarmônica e desleixada. Todo mundo, inclusive eu e você, já fez alguma dessas fotos em que a namorada está parada como um poste no centro da foto, dividindo o quadro simetricamente em duas massas confusas de poluição visual que não comunicam nada. Solução: aprenda a compor de maneira descentralizada e a enquadrar na vertical.

(2)
Objetos estranhos interferindo com o assunto principal. Esse erro é uma extensão do primeiro. Fundos que distraem fundos sem contraste, fundos com luz melhor que a do assunto da foto, objetos que poderiam perfeitamente ficar fora da composição, pedaços de dedos na frente da lente. Quase sempre dá para achar um novo ângulo que resulte num fundo mais limpo. Ou então, se a lente permitir, forçar o desfoque do fundo com uma abertura generosa.

(3)
 Horizonte desnivelado. A maioria das pessoas que enviou suas fotos para o Blog, não tem a mais rudimentar noção de prumo. A quantidade de imagens com a câmera torta é tão absurda que ficou clara para mim a necessidade de a indústria fotográfica dar um passo além das perfumarias do momento e incluir nas câmeras amadoras uma função verdadeiramente útil: autonivelamento do sensor.

(4)
 Captura precipitada. A pessoa vê uma cena estática e tranqüila, como uma paisagem, e clica afobadamente a partir de onde está, sem caminhar um pouquinho que seja para achar o melhor ângulo. Em fotos tiradas de ônibus turístico, ainda se compreende e perdoa. Num passeio a pé, não.

(5)
 Luz do dia ruim. Se tiver ao alcance um programa de edição de imagem (e vamos admitir, todo mundo tem, mesmo que pirata), faça uma curva de contraste para ressuscitar os brilhos esmaecidos pelo céu nublado. Ou recuperar as sombras duras projetadas pelo sol forte. Mas o melhor jeito mesmo é escolher um horário de luz bonita para fazer a foto. Ou então, carregar um rebatedor e unidade de flash externo. Opa, aí já não sei se continua sendo fotografia amadora.

(6)
 Objetos distantes demais. Chegue perto do assunto. Se não der, use o zoom. Hoje em dia todas as câmeras compactas têm um senhor zoom. Não tem mais desculpa continuar fazendo aquelas fotos que eram típicas das point & shoots antigas de lente fixa de 35mm, que consistiam em vastos campos salpicados de detalhes minúsculos.

(7)
 Pessoas com mãos, pés ou cabeça cortados. Se é para ser retrato de corpo inteiro, que seja – literalmente. Se é para ser um plano parcial, isso tem que estar bem definido. Se tem braço inteiro, precisa ter mão. Ah, é que a pessoa está tão lindinha nessa foto que você torce para ninguém reparar na mancada? Refaça o corte mais fechado. Não rolou? Resigne-se, tire a foto do álbum e tenha mais cuidado na próxima oportunidade.

(8)
 Flash disparado sem necessidade. Profundamente irritante, mais ainda se ele pegou numa superfície refletiva no fundo e carimbou um clarão totalmente gratuito na contraluz. Calculo que uns 80% das fotos amadoras feitas com flash ficariam muito melhores sem ele.

(9)
 Foto de cartão postal com ângulo manjado. Se a foto do local turístico já existe na forma de cartão postal, vá à lojinha de souvenirs e compre-o. A seguir, use a sua câmera para tentar algo diferente e personalizado.

(10)
 Assinatura horrível num canto. Não adianta nada. Se algum maluco quiser roubar sua foto pela Internet, a assinatura não o impedirá: basta cropar o seu nominho fora. Além de o texto distrair o olho do assunto da foto, a imensa maioria das pessoas não tem bom gosto tipográfico. Pronto, falei.

(11)
 Lusco-fusco e crepúsculo entulhados. Objetos silhuetados atrapalhando no primeiro plano: postes, fios elétricos, prédios etc. Esse descuido comum se deve a uma variante da “visão de túnel”: o fotógrafo fascinado pela luz colorida do céu esquece de compor a cena. Inclua esses elementos no enquadramento de alguma maneira coerente ou deixe-os de fora.

(12)
 Assunto de mau gosto. Aí não tem dica que ajude.


Fonte: Texto de Mario Amaya 
http://marioav.blogspot.com/2008/08/os-12-pecados-capitais-do-fotgrafo.html