Mostrando postagens com marcador Foco. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Foco. Mostrar todas as postagens

sábado, 21 de fevereiro de 2015

Falhas de um Fotógrafo Amador




"Pense antes de fotografar"

(1) 
Enquadramento centralizado no assunto, esquecendo de compor a cena. É o que chamo de “visão de túnel”: na excitação de capturar o momento, a pessoa só enxerga a área central do campo de imagem e esquece o resto, enquadrando cenas bonitas de forma desarmônica e desleixada. Todo mundo, inclusive eu e você, já fez alguma dessas fotos em que a namorada está parada como um poste no centro da foto, dividindo o quadro simetricamente em duas massas confusas de poluição visual que não comunicam nada. Solução: aprenda a compor de maneira descentralizada e a enquadrar na vertical.

(2)
Objetos estranhos interferindo com o assunto principal. Esse erro é uma extensão do primeiro. Fundos que distraem fundos sem contraste, fundos com luz melhor que a do assunto da foto, objetos que poderiam perfeitamente ficar fora da composição, pedaços de dedos na frente da lente. Quase sempre dá para achar um novo ângulo que resulte num fundo mais limpo. Ou então, se a lente permitir, forçar o desfoque do fundo com uma abertura generosa.

(3)
 Horizonte desnivelado. A maioria das pessoas que enviou suas fotos para o Blog, não tem a mais rudimentar noção de prumo. A quantidade de imagens com a câmera torta é tão absurda que ficou clara para mim a necessidade de a indústria fotográfica dar um passo além das perfumarias do momento e incluir nas câmeras amadoras uma função verdadeiramente útil: autonivelamento do sensor.

(4)
 Captura precipitada. A pessoa vê uma cena estática e tranqüila, como uma paisagem, e clica afobadamente a partir de onde está, sem caminhar um pouquinho que seja para achar o melhor ângulo. Em fotos tiradas de ônibus turístico, ainda se compreende e perdoa. Num passeio a pé, não.

(5)
 Luz do dia ruim. Se tiver ao alcance um programa de edição de imagem (e vamos admitir, todo mundo tem, mesmo que pirata), faça uma curva de contraste para ressuscitar os brilhos esmaecidos pelo céu nublado. Ou recuperar as sombras duras projetadas pelo sol forte. Mas o melhor jeito mesmo é escolher um horário de luz bonita para fazer a foto. Ou então, carregar um rebatedor e unidade de flash externo. Opa, aí já não sei se continua sendo fotografia amadora.

(6)
 Objetos distantes demais. Chegue perto do assunto. Se não der, use o zoom. Hoje em dia todas as câmeras compactas têm um senhor zoom. Não tem mais desculpa continuar fazendo aquelas fotos que eram típicas das point & shoots antigas de lente fixa de 35mm, que consistiam em vastos campos salpicados de detalhes minúsculos.

(7)
 Pessoas com mãos, pés ou cabeça cortados. Se é para ser retrato de corpo inteiro, que seja – literalmente. Se é para ser um plano parcial, isso tem que estar bem definido. Se tem braço inteiro, precisa ter mão. Ah, é que a pessoa está tão lindinha nessa foto que você torce para ninguém reparar na mancada? Refaça o corte mais fechado. Não rolou? Resigne-se, tire a foto do álbum e tenha mais cuidado na próxima oportunidade.

(8)
 Flash disparado sem necessidade. Profundamente irritante, mais ainda se ele pegou numa superfície refletiva no fundo e carimbou um clarão totalmente gratuito na contraluz. Calculo que uns 80% das fotos amadoras feitas com flash ficariam muito melhores sem ele.

(9)
 Foto de cartão postal com ângulo manjado. Se a foto do local turístico já existe na forma de cartão postal, vá à lojinha de souvenirs e compre-o. A seguir, use a sua câmera para tentar algo diferente e personalizado.

(10)
 Assinatura horrível num canto. Não adianta nada. Se algum maluco quiser roubar sua foto pela Internet, a assinatura não o impedirá: basta cropar o seu nominho fora. Além de o texto distrair o olho do assunto da foto, a imensa maioria das pessoas não tem bom gosto tipográfico. Pronto, falei.

(11)
 Lusco-fusco e crepúsculo entulhados. Objetos silhuetados atrapalhando no primeiro plano: postes, fios elétricos, prédios etc. Esse descuido comum se deve a uma variante da “visão de túnel”: o fotógrafo fascinado pela luz colorida do céu esquece de compor a cena. Inclua esses elementos no enquadramento de alguma maneira coerente ou deixe-os de fora.

(12)
 Assunto de mau gosto. Aí não tem dica que ajude.


Fonte: Texto de Mario Amaya 
http://marioav.blogspot.com/2008/08/os-12-pecados-capitais-do-fotgrafo.html

sábado, 1 de março de 2014

Primeiras Aulas

Nas primeiras aulas do Ateliê é essencial investigar
 o nível de percepção e conhecimento dos alunos, 
a respeito de alguns conceitos básicos a serem trabalhados.

Nas primeiras aulas, foram abordados diálogos 
sobre o conceito de Arte e Mídia.
Objetos diversos como disco de vinil, fita cassete, 
Fita VHS, telefone de disco, pen drive, jornal, 
revista, livro, máquina fotográfica de filme película 
e outra digital, celular, etc., para conceituação 
dos temas Arte e Mídia. 


Num momento seguinte, os alunos se organizaram em duplas. 
E cada dupla teria que fotografar, com celular 
ou máquina digital, um pequeno objeto entregue 
pelo professor, inserido num espaço inusitado. 
A atividade foi chamada de "objeto insólito".

 Alunas Mª Isabel e Beatriz
 Luiz Felipe e Arlindo

 Luiz Felipe e Caio

Depois de fotografarem no espaço escolar, 
pensando sobre o que havíamos conversado
a respeito do "diferente" na Arte, passaram 
as imagens para o netbook do professor 
e as projetaram no datashow. 
Logo, iniciou o processo de crítica sobre 
os conteúdos formais e subjetivos de cada imagem.

Veja todas as imagens.

Nessas três aulas, ocorreu a aprendizagem colaborativa e a percepção do professor do nível de compreensão estética e poética dos alunos, para traçar novas ações.